O PAI SOLTEIRO DAS ÁGUAS | Jornalistas Livres

A barranca vermelha reluz ao crepúsculo que se anuncia, como carne na margem, morada de martins-pescadores e papagaios que, em furos na terra elevada, fazem seus ninhos. O Xingu vai juntando suas esposas ao longo de cada curva das águas e, galante, recolhe suas mulheres em diversos afluentes. Nas águas douradas das tardes anda-se de bicicleta sobre seu manto, desafiando o grande abraço da serpente das fazendas em terras envolventes ao Parque Indígena. O rio, pai solteiro das águas que no mar se casa, vai embalando as pretensões dos deuses, nossos mitos. Como entre os Orixás  dos pretos, quando Erinlé transforma-se em rio e encontra Oxum, aqui é a cobra grande que fertiliza  seus meandros e, tais peixes grandes, pulam […]

Fonte: O PAI SOLTEIRO DAS ÁGUAS | Jornalistas Livres

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